domingo, 24 de janeiro de 2010

Super(ficial)

Ah, meu bem!
Não use "eu te amo" como ponto final
amor é tão maior
que uma despedida banal!

Cuidado com isso que tens na mão.
Príncepe canalha, acorda!
Achas que é brinquedo meu coração
Pra volta e meia você dar corda?

Que falta me faz
Aquele outro que você era!
Ao menos de conta fazia
que sou o que você espera..

Intriga da vida, devo dizer,
mas devo ser incapaz,
de feliz fazer
este mero rapaz...

Cá veio,
logo pela porta sai
com meu coração partido ao meio
lhe direi "tudo bem, vai!"

[Gaby]

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O tempo passou rápido demais, nem vi como tudo aconteceu. Um dia acordei sem saber, se meu coração ainda era meu. Porque estremeço toda vez que te vejo de novo, com sutileza percebes meu sorriso bobo, e meus braços que esperam anciosos pra encontrar os braços seus, te encontro num abraço apertado, e me faz o dia valer a pena. Quantas vezes já repetimos essa cena? Com você, sou criança boba que ainda não cresceu, que os caminhos do coração ainda não aprendeu. Me surpreende a cada novo gesto, a cada novo toque. Como me aguenta tanto? Sou só criança mimada que volta e meia cai em pranto. Não quero saber como foi que te consegui pra mim, esse 'tudo' que eu queria. Como foi que mereci me acostumar com o seu cheiro no meu travesseiro. Deixa pra lá, te roubo um cigarro e peço o esqueiro. A fumaça pra limpar os pulmões, do ar que por vezes não tão bom se apresenta. Deixa pra lá, só deita do meu lado e me esquenta! E se o medo me toma por vezes, é o medo todo que eu tenho de te perder, meu menino. Te quero aconchegado do meu lado, te mostrar que te amo como nunca haviam amado, e se o tempo me permitir, meus olhos nunca hão de te ver partir.

[Gaby]




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Hoje vi nos olhos da minha irmã a angústia
Nos olhos do meu pai a ausência
Procurei no espelho um disfarce
E vi nos meus olhos carência

Leis da vida e do tempo
Da sentida por estar de partida
Quem dera houvesse alento
Também na despedida



domingo, 25 de outubro de 2009

Promessas

Não te prometo nem encanto eterno, nem um poema do Vinícius, nem amor infinito.
Não te prometo posts decorados, dedicatórias vazias, nem beijos recheados de saudade ou um gole da minha cerveja.
Não te prometo minhas palavras bêbadas, meus artigos mais que indefinidos, meu sarcasmo ardido.
Não te prometo o coração acelerado, muito menos dilacerado, nem lábios que tremem num discurso vazio.
Não te prometo viagens inesquecíveis, fotografias coloridas ou canções de amor.
Não te prometo alegrias e nem descobertas obvias, nem a tristeza que procura rimas fáceis.
Não te prometo o ar que eu respiro, talvez aquela música com cordas de violão.
Não te prometo meu aperto, meu peito, meu abraço sonâmbulo.
Não te prometo o cheiro da terra molhada, ou lágrimas secas que pingam no chão.
Não te prometo um bilhete apressado, a lista de músicas que adoro, recados no celular
Não te prometo meu equilíbrio, minha angústia escondida, meu riso partido.
Não te prometo ir para jogos de futebol, muito menos torcer pelo seu time.
Não te prometo o futuro, o presente, o passado mais que perfeito.
Não te prometo meus papéis amassados, meu pânico, meu relógio parado.
Não te prometo poesias rasuradas, o jornal de ontem ou rascunhos aleatórios.
Não te prometo meu álbum de notas, minhas rotas, meus mapas.
Não te prometo minhas promessas, segredos, nem medos. Não te prometo mais nada, eu prometo.
E não te acordo para dar boa noite, só para me acomodar melhor ao seu lado. E te perco a cada bom dia, não me encontro.

Promessas, assim como palavras, podem ser levadas pelo vento.
Mesmo fechando a janela. Mesmo fechando os meus olhos.
Eu consigo perceber o que acontece dentro de cada um de nós.
Por isso, nada de promessas.
Vamos viver cada momento que pudermos juntos, tentando seguir por um único caminho, com o destino e o respeito em companhia, para que um dia, eu não te faça promessas, mas, sim, fale de algum sentimento mais denso e eterno que elas.


[Gaby]








sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Medo da Chuva

Você já perdeu o medo da chuva?
Deveria, pois não pode chover para sempre...
Por vezes, a chuva acompanha os piores raios e ventanias
mas as casas quase sempre ficam de pé
Construa sua casa com o teto e as paredes mais resistentes possíveis.
Esqueça, você só vai aprender isso
quando sua casa for levada, e você tiver que construir outra
e outra, e outra...não importa quantas
O que importa, é sempre reergue-la
com ajuda ou não, com animo ou não
com metáforas proferidas ou realismo vivido, não importa
você sempre vai perder, mas também sempre terá a chance de aprender
e quanto mais você cair, mais aprenderá a ser resistende aos tombos
afinal, quem nunca caiu, nunca compreenderá a importância de se levantar sempre que necessário.

[Gaby]





Não era bem assim (que era pra ser)

Tempo. Tempo exato para uma coitada como eu
que aprendeu a perder o que de melhor possuia.
não era ouro, nem era ambição
eu só queria e tinha o que todo mundo quer:
alguém que te acompanhe onde estiver.
Uma coitada como eu que já passei,
aquela sensação de falta de ar, como se não pudesse mais respirar
e tudo por causa de um ser,
mas que poder esse ser pode exercer!
Na verdade, nem é por ar que se pede nessa hora
é acordar, e perceber que dormiu e perdeu a hora.
Aceita todo fragmento de ilusão,
pobre de nós deixados, só queriamos um pouquinho de bajulação...

[Gaby]







terça-feira, 11 de agosto de 2009

Desencontro Juvenil

Por sempre correr demais
Acabei por lhe deixar pra trás
Mas não permito me martirizar
O bem foi pra ti, se for analisar

Entro em lembranças, me perco nos dias
Se me visse agora por dentro, nada de bom encontrarias
Mas não procuro mudança
Quero apenas paz e uma vida mansa

Não procuro palavras de consolo
Porque não encontro nada que queira resgatar
Me sinto melhor no abandono
E esperando a noite passar

[Gaby]